África do Sul – Planejamento

Eu já havia estado na África do Sul no ano de 2011, a trabalho. Passei por Cape Town e Port Elizabeth, mas com uma agenda apertada pouco tempo tive para conhecer as cidades. Quando uma amiga me mandou uma mensagem perguntando se eu toparia viajar pra la no Carnaval, eu não pensei duas vezes: SIM! – eu disse. E foi aí que começamos a nos preparar para conhecer esse país lindo e surpreendente.

Planejar a viagem não foi tarefa fácil. Há muitas coisas interessantes para fazer por lá e nosso tempo disponível – 11 dias – parecia insuficiente. Faremos safári ou não? Quantos dias em cada lugar? Onde parar? Onde dormir? Eram tantas as opções que ficamos indecisos por várias vezes, atá que, depois de muita pesquisa, o roteiro começou a tomar forma.

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Rota parte 1
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Rota parte 2

Decidimos fazer uma road trip. Daquelas bem desafiadoras, pois como vocês podem ver, era preciso muita disposição pra levantar cedo todos os dias, encarar muita estrada, ter energia pra fazer trilhas e outras atividades, e tudo isso dirigindo ~ao contrário~, porque na Africa do sul o trânsito é “mão inglesa”.

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Dirigir na África do Sul foi uma aventura (principalmente com câmbio mecânico)

Com muita pesquisa, bom planejamento e muita cooperação das minhas companheiras de viagem – Bruna e Gabriela – conseguimos cumprir grande parte do planejado. O que não fizemos foi devido a condições meteorológicas adversas, que impediram que alguns dos passeios fossem realizados. Mas isso eu conto depois.

1 – Passagem

Eu já falei um pouco sobre planejamento de viagem no post sobre a Tailândia. Dessa vez não foi diferente: aproveitamos uma promoção de passagem da TAAG. O voo sairia do Galeão com destino Cape Town, passando por uma conexão em Luanda.

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Aeroporto de Luanda: muita desorganização

2 – Orçamento

Para esta viagem planejamos uma agenda ousada, com muitas paradas e milhares de quilômetros a percorrer. Decidimos fazer os deslocamentos de carro alugado, já que estavámos em 3 pessoas e havia muitos lugares interessantes para ver ao percorrermos duas rotas muito famosas no pais: a Panorama Route e a Garden Route.

Optamos por uma viagem sem muita frescura, passando por albergues e pousadas simples, inclusive com algumas noites sem nada reservado: desta forma teríamos mais liberdade caso precisássemos mudar nosso itinerário.

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Surpresas na estrada: um pôr do sol maravilhoso em Stormsriver

O orçamento foi de 300 reais por dia, por pessoa (incluindo passeios, deslocamentos, e estadia. A Africa do Sul é um país com custo interessante, com boa infraestrutura para receber os turistas.

Obs: dá pra viajar gastando menos, bem menos, principalmente com transporte. Mas alugar o carro foi a melhor alternativa para otimizarmos o tempo da viagem.

3 – Lugares/atrações e roteiro

Como nossa viagem seria de apenas 11 dias, além de muita correria e disciplina precisaríamos escolher bem o que fazer: com tanta diversidade, a África do Sul tem tanta coisa legal pra fazer que acho que 30 dias ainda seriam insuficientes.

Nosso planejamento rendeu um bom churrasco (obrigado, Bruna!) e muita conversa via WhatsApp. Aos poucos foi tomando forma até chegarmos no roteiro abaixo (disponível também em PDF aqui):

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  • Kruger Park: com 2 milhões de hectares, o Kruger é uma das maiores referências em safáris na Africa. Não fica perto de Cape Town (na verdade fica na fronteira com Moçambique) e por isso precisamos voar até Joanesburgo e de lá chegar ao Kruger (aguardem o post especial sobre o Kruger. Há outros meios de chegar ao parque). O objetivo era ver muitos animais, incluindo os famigerados Big Five (elefante, rinoceronte, leão, leopardo e búfalo);
  • Rota Panorâmica (Panorama Route): com incríveis vistas e cachoeiras, a Panorama Route é uma uma excelente opção para quem aprecia natureza e lindas paisagens;
  • Jeffrey’s Bay: a cidade respira surf. Ótimo pra praticar o esporte e pra comprar nas lojas das fábricas de marcas famosas como Billabong e outras;
  • Stormsriver: ótimas trilhas com visual incrível, principalmente a “Mouth Trail” e a ponte suspensa;
  • Bloukran’s Bridge: que tal saltar no maior bungee jump do mundo? São 216 metros de queda e adrenalina tendendo ao infinito!;
  • Knysna: paisagens lindas com a Knysna Heads e parques onde é possível interagir com elefantes, como o Knysna Elephant Park;
  • Mossel Bay: balneário bem famoso na África do Sul, com belas praias (não conte com água quente, a água do mar em toda a África é bem gelada);
  • Cabo Agulhas: a ponta mais ao sul da África e a divisão entre os oceanos Índico e Atlântico. Possui um farol que é um charme!;
  • Muizenberg: outro point de surf. A praia detém o recorde de maior número de surfistas na mesma onda (o famoso crowd). Ótimo para aulas de surf e fotos naquelas casinhas de madeira coloridas na praia;
  • Boulders Beach: a famosa praia dos pinguins;
  • Cape Point (Cabo da Boa Esperança): a ponta mais a sudoeste da África do Sul, com um visual incrível (e uns babuínos meio abusados. Cuidado);
  • Lion’s Head: uma das montanhas famosas de Cape Town, de onde é possível se ter uma vista incrível da Table Mountain;
  • Table Mountain: uma das 7 maravilhas da natureza, a Table Mountain é o cartão-postal de Cape Town;
  • Waterfront: um lugar charmoso com muitas opções de compras, atividades e gastronomia à beira do mar;
  • Sea Snorkeling: é possível mergulhar e interagir com focas!;
  • Robben Island: a ilha onde Mandela foi mantido preso. Hoje faz parte de um passeio cultural muito interessante.

Claro que há muito mais para ver na própria África do Sul e em países vizinhos como a Namíbia, Tanzânia e outros, mas a nossa agenda apertada não permitiu conhecermos mais. Fica a vontade de ir mais uma vez!

4 – Estadias

Com o roteiro definido fomos procurar estadias. No início não foi muito fácil, mas depois conseguimos achar lugares bem interessantes para ficar. Como estaríamos la no verão, escolhemos locais com ar condicionado no quarto. Mas pela sua alta latitude, a África do Sul praticamente dispensa o uso deles durante a noite: em alguns locais fazia até bastante friozinho.

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A sensação de dormir num vagão de trem: Santos Express, em Mossel Bay.

Além disso, como a oferta de quartos parecia grande nos locais onde pretendíamos parar, deixamos alguns lugares sem estadia reservada. Depois contarei as experiências que tivemos.

5 – Conclusão

Depois de tudo pronto, com o intuito de evitar erros no cumprimento do roteiro agitado, criei um roteiro detalhado com todas as informações que precisávamos para a viagem. Ele segue em anexo abaixo:

Roteiro Detalhado

E a planilha de gastos? Não vai ter?

Claro que tem! Só clicar no link abaixo:

Planilha de Gastos – África do Sul

Como sempre, caso alguém tenha alguma dúvida específica, fique a vontade para me escrever em meu email.

Buon voyage!

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3 comentários Adicione o seu

  1. mochilacameraacao disse:

    Adorei!!!
    Vc é muito organizado, parabéns!!
    Morrendo de vontade de conhecer a África!

    Curtir

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